terça-feira, junho 06, 2006

 

Artesanato do Vale do Jequitinhonha



 

A Riqueza do Vale



O vale do Jequitinhonha é formado pelos municípios: Almenara, Angelândia, Araçuaí, Aricanduva, Berilo, Capelinha, Chapada do Norte, Corornel Murta, Couto Magalhães de Minas, Datas, Diamantina, Felício dos Santos, Felisburgo, Francisco Badaró, Itamarandiba, Itaobim, Itinga, Jacinto, Jequitinhonha, Joaíma, Minas Novas, Pedra Azul, Ponto dos Volantes, Rubim, Salto da Divisa, São Gonçalo do Rio Preto, Serro, Turmalina, Veredinha e Virgem da Lapa. Uma região considerada uma das mais pobres do Brasil, de solo é árido e castigado por secas e enchentes.Mais da metade da sua população vive na área rural praticando uma rudimentar agricultura e pecuária. Mas há muita riqueza no Vale do Jequitinhonha. Seja a riqueza escondida no solo na forma de ouro, diamante e pedras preciosas. Seja, sobretudo, a riqueza cultural do povo do Vale. O Jequitinhonha tem música e poesia, cantadas por Rubinho do Vale, Saulo Laranjeira, Pereira da Viola, Paulinho Pedra Azul e o Coral Trovadores do Vale. O Jequitinhonha tem carne de sol e feijão tropeiro. Tem queijo e cachaça. O Jequitinhonha tem arte rica em formas, materiais e detalhes, confeccionada pelas mãos pobres e oprimidas, porém criativas, dos artesãos. E é no artesanato que o Vale do Jequitinhonha ficou mundialmente conhecido, com a beleza e qualidade de suas Cerâmicas, Tecelagens, Cestarias, Esculturas em Madeira, Trabalhos em Couro, Bordados, Pintura, Desenho. Cada obra do artesanato feita no vale guarda um pouco da tradição de séculos de arte e das influências das culturas indígena, negra e branca, que se cruzaram na região. “Com certeza a maior riqueza do vale está na arte, é a arte e artesanato que consegue aliviar um pouco o sofrimento do nosso povo” , diz o cantor Paulinho Pedra Azul.

Ouro em Barro

A princípio os trabalhos feitos com barro era voltado para peças utilitárias, como panelas, moringas,vasilhas etc, com o passar do tempo passaram a produzir peças decorativas Figuras humanas, animais, cenas do cotidiano, tipos, usos e costumes da região. No processo de produção ainda é usado fornos a lenha, a técnica dos roletes (cobrinhas), ao invés do torno de oleiro, placas e toscas ferramentas. E pintados com pigmentos naturais extraídos de barro encontrados nas muitas jazidas de argila da região.uma das artesã mais famosa da região é dona Isabel. Ela é do pequeno município de Santana do Araçuaí. E ficou conhecida pelas suas perfeitas bonecas feitas de barro . Dona Isabel conta que começou a ser bonequeira num sonho de criança “ quando eu era menina via minha mãe fazer louças e eu já fazia bonequinhas com o resto da argila que ficava pelo chão “conta dona Isabel. Como bonequeira criou imagens representando o povo da região em noite de gala, especialmente mulheres, em diversas situações especiais do cotidiano: Noivas vestidas de branco com arranjos e buquês, noivos elegantemente vestidos com terno e gravata, madrinhas, grávidas amamentando, preparativos para festas, procissões etc. Algumas das peças chegam a medir de 1,5 metros de altura. São minuciosamente enfeitadas, decoradas. As mulheres são apresentadas com olhos, cílios, lábios e unhas pintadas, e penteados impecáveis. Todas portam colares, brincos e outros enfeites. O acabamento das peças (pintura) é feito usando barro da região "água de barro" de variadas tonalidades, muitas vezes misturados entre si, para a obtenção de outros tons. O resultado final é uma superfície lustrosa, acetinada, quase sem imperfeições.Dona Isabel faz parte da Associação dos Artesãos de Santana do Araçuaí que promove Oficinas e onde os artesãos comercializam suas peças: bonecas de variados tamanhos, galinhas, moringas, flores, potes, vasos, figuras de presépios, louça para feijoada e muito mais. Os trabalhos produzidos por ela , ao contrário do que acontecia no início de sua carreira, são atualmente bastante valorizados. Uma boneca de maior tamanho pode chegar a custar milhares de reais, e o atendimento obedece a uma fila de espera.

Fotos: Leonardo Alvim

Fonte: Vídeo Da Terra, A Alma.

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cultura gerais





segunda-feira, junho 05, 2006

 

Perfil Telo Borges


Perfil Telo Borges ( Marcelo Wilson Fragoso Borges)
Telo iniciou sua atividade musical junto aos irmãos e conviveu desde cedo com os participantes do Clube da Esquina. Participou como instrumentista das bandas de Wagner Tiso e Lô Borges. Em 1978, teve pela primeira vez gravada uma composição de sua autoria: "Vento de maio" (c/ Márcio Borges), incluída no LP "A Via Láctea", de Lô Borges. A canção foi registrada também por Elis Regina, no ano seguinte, no LP "O trem azul".Em 1980, atuou, ao lado dos irmãos no disco "Os Borges, que contou com a participação de Elis Regina, Milton Nascimento, Gonzaguinha, Guilherme Arantes, entre outros. Nesse ano, passou a integrar a banda de Beto Guedes, com quem trabalhou durante mais de dez anos. Também em 1980, teve sua música "Voa bicho" (c/ Márcio Borges), gravada pelo cantor Biafra. Em 1982, participou do disco "Nuvem cigana", de Lô Borges, na faixa "Ritatá", de sua autoria.Em 1987, Beto Guedes gravou sua composição "Alma de borracha" (c/ Márcio Borges), escolhida como faixa-título do disco. Apresentou-se na Eco-92, ao lado de Milton Nascimento. Ainda na década de 1990, Flávio Venturini regravou "Vento de Maio", no CD "Trem azul" (1998), e Beto Guedes registrou sua canção "Tristesse" (c/ Milton Nascimento), no CD "Dias de paz" (1999).Lançou, em 1997, o CD "Vento de maio" e, em 2000, o CD "O poder mágico".Em 2003, sua composição "Tristesse" (c/ Milton Nascimento), foi gravada pelo parceiro, com a participação de Maria Rita, no CD "Pietá". A música foi contemplada com o Grammy Awards, na categoria Melhor Canção Brasileira do ano. Em seguida, viajou em turnê de shows com Milton Nascimento, com quem se apresentou em Portugal, Espanha, França, Mônaco, Itália, Alemanha, Eslovênia, Dinamarca, Suécia, Noruega, Japão e Angola. Também em 2003, sua canção "Voa bicho" (c/ Márcio Borges), em interpretação de Maria Rita, fez parte da novela "Chocolate com pimenta" (Rede Globo).

A Obra

Ainda (c/ Márcio Borges) • Alma de borracha (c/ Márcio Borges) • Amor virtual (c/ Cláudio Venturini e Suely Mesquita) • Bom sinal (c/ Márcio Borges) • Meninos de Araçuaí (c/ Milton Nascimento) • Por mim agora (c/ Cláudio Venturini) • Ritatá • Tempestade • Tristesse (c/ Milton Nascimento) • Vento de maio (c/ Márcio Borges) • Voa, bicho (c/ Márcio Borges)

Jornal de cultura
site do Telo Borges

 

Entrevista com Márcio Borges


Entrevista de Márcio Borges concedida no início do ano ao Pepe Chaves do Jornal Via Fanzine.



Pepe Chaves: O que o senhor nos diz desse “renascimento”, a olhos vistos, do Clube da Esquina em todo o Brasil?

Quando cantores das novas gerações, gravam músicas feitas por vocês, há mais de vinte anos e elas voltam para a mídia?Márcio Borges: Eu vejo isso com ótimos olhos! Acho que é um momento muito bom que estamos vivendo. Ainda hoje conversei com o Milton (Nascimento) e ele está muito alegre com este renascimento, este vigor. Acho que as novas gerações estão interessadas em nossa história recente e estão empenhadas em desenterrar os tesouros ocultos da nossa cultura. E durante muitos anos estes tesouros do Clube da Esquina estavam enterrados fora da mídia, fora dos jornais e das gravadoras. Mas isso não eliminou a beleza das nossas músicas a durabilidade delas. A prova disso é este movimento aqui hoje, a cidade prestigiando este grande festival de Corais que homenageia o Clube da Esquina. Eu também estou como o Milton me falou hoje: “em estado de graça”, com tudo isso.

Pepe: A que o senhor atribui este reconhecimento?
Márcio: Eu acho que é uma coisa que a gente merecia mesmo. Sem falsa modéstia, nossas músicas são muito boas mesmo. São duráveis, não foram feitas com intenção de sucesso. Elas foram feitas com intenção de se caprichar o máximo. Elas dão um show de harmonia e são admiradas pelos maiores jazz men do mundo. O Clube da Esquina tem fã-clube no Japão, na Dinamarca, na Finlândia... E nós estamos aqui hoje contrariando o ditado que diz, que “Santo de casa não faz milagre”. E estamos simplesmente seguindo o que o resto do mundo tem feito: que é respeitar nosso trabalho, valorizá-lo e nos sentirmos influenciados por ele. Porque nós fizemos um trabalho de uma grande qualidade e credito isso, principalmente, ao fato de termos feito sem estarmos buscando sucesso. Nós estávamos buscando verdade, amor, solidariedade e aquilo o que valia a pena de transmitir de uma pessoa para outra. O Brasil pode ter esquecido isso por um tempo, mas a gente sabe que nossa mensagem é suficientemente forte, para não ser apagada com o tempo. Está aí a prova, independente de prestigio ou não da mídia, dos veículos convencionais de comunicação, as nossas musicas estão aí, nas novelas nas rádios... Não tem uma novela na Rede Globo que é lançada e não tenha pelo menos uma música nossa. Então há sempre um arsenal de músicas bonitas e inesgotáveis e é isso que o povo brasileiro como um todo, está reconhecendo. 'Estamos todos vivos, então estamos a fim de dar um depoimento vivo dessa história'

Pepe: Como é essa história de Museu Virtual do Clube da Esquina que entra no ar a partir de dezembro?
Márcio: A história do museu veio para ser uma pedra a mais nessa construção, no sentido de colocarmos à disponibilidade da população brasileira, das novas gerações e das pessoas que se interessam pela nossa história, alguns subsídios para pensarem naquilo, alguns dados imateriais, como a nossa história de vida, a nossa música, a nossa ideologia, aquilo que nos levou a compor. Estamos todos vivos, então estamos a fim de dar um depoimento vivo dessa história. E daí surgiu a idéia de se fazer o museu, que é assim, numa acepção menos retrógrada possível da palavra, pois é um museu voltado para o futuro, para a atualidade. Não será um museu voltado para o passado, para juntar quinquilharias, mas para transmitir e perpetuar este amor, esta amizade e esta vontade de “fazer coisas boas”.A partir do dia 02 de dezembro estará no ar o site http://www.museuclubedaesquina.org.br/. Nós estamos fazendo este museu com o patrocínio da Copasa e principalmente, com o patrocínio da Petrobrás, que consideraram este movimento como um movimento de utilidade pública que visa preservar a nossa cultura e nossa história.

Pepe: Nos fale um pouco de seu livro “Os sonhos não envelhecem”.
Márcio: Eu diria que o livro foi um embrião para esse movimento do museu. A partir do livro, comecei a fazer muitas palestras e conferências em escolas. Viajei o Brasil inteiro visitando escolas e universidades, falei para milhares de alunos e jovens, contando essa nossa história. Narrei um pouco do livro, contando como era o clima naquela época e isso teve uma grande aceitação por parte dos jovens que me ouviram ao longo desses anos todos, porque lancei o livro em 1996 e não tenho feito outra coisa senão viajar o Brasil e o exterior divulgando o livro e nossas intenções. Um trabalho, aliás, que vem se somar a um trabalho magnânimo, feito pelo Milton Nascimento, que nunca se esqueceu de suas origens no Clube da Esquina e se tornou o principal divulgador dessa grande geração que transitou aqui, pelas ruas de Belo Horizonte. E aqui, nós conseguimos construir esta obra, que se mostrou duradoura, vencendo estes anos todos que vieram por aí. 'Hoje é muito difícil de acontecer isso no mercado fonográfico: uma música se impor por sua qualidade! Hoje ela se impõe por sua massificação, pela quantidade de dinheiro que foi aplicada na divulgação dela'

Pepe: O senhor é parceiro de expressivos músicos mineiros. Tem alguma nova parceria pra vir à tona que possa nos adiantar?
Márcio: Ontem mesmo acabei de fazer uma canção nova com o Lô (Borges), que se chama “O Silencio e o Som”, que é mais ou menos no naipe de “Quem sabe isso, quer dizer amor”. Continuamos na ativa, continuamos compondo. Há aquela teia de amizade tecida entre os parceiros: é o Bituca com Telo; é o Telo comigo; sou eu com o Lô; o Lô com o Beto (Guedes); o Beto com Murilo Antunes... Ou seja, nós temos uma teia de amizade e composição que nunca parou, continua ativa. O que aconteceu foi que a mídia passou a funcionar sob determinadas diretrizes, que a gente combatia a vida inteira. Que é aquela instituição um pouco vergonhosa do “jabá”, do cara pagar para ser executado em rádio e tevê. Nós nunca pagamos para sermos executados. Hoje vimos aqui, milhares de pessoas cantando nossas músicas e nem um tostão foi gasto para que elas fossem divulgadas. Elas se impuseram por si mesmas. Hoje é muito difícil de acontecer isso no mercado fonográfico: uma música se impor por sua qualidade! Hoje ela se impõe por sua massificação, pela quantidade de dinheiro que foi aplicada na divulgação dela. E acho que isso reduz um pouco, a grandeza do mercado fonográfico. Porque hoje a grandeza da música brasileira, a qualidade, está fora do mercado fonográfico, são as produções independentes, que provam isso que estou dizendo.'quando fizemos estas músicas há 20 ou 30 anos atrás, estávamos fazendo músicas duradouras, destinadas a vencerem o tempo'

Pepe: Há um disco antológico chamado “Os Borges”, lançado pela família Borges há mais de 20 anos, que reúne das melhores canções compostas em família. Por que o disco “Os Borges” não foi relançado, haja vista sua denodada qualidade criativa e seu valor artístico?
Márcio: O disco "Os Borges" foi gravado depois que o Lô gravou o disco do tênis [N.E.: primeiro disco solo de Lô Borges, traz a foto de um tênis Adidas de cano alto na capa, daí o nome “disco do tênis”]. A Música “Voa Bicho”, de "Os Borges", foi regravada recentemente por Milton Nascimento e Maria Rita, vindo a ser tema de novela. E foi o que eu disse no inicio, aos poucos, estes tesouros ocultos do Clube da Esquina estão voltando à tona, e quando são redescobertos, nos surpreendem pela atualidade. E quando nos surpreende, eles agradam. Isso prova que, quando fizemos estas músicas, há 20 ou 30 anos, estávamos fazendo músicas duradouras, destinadas a vencerem o tempo.

Pepe: Márcio, obrigado pela entrevista. Peço-lhe para nos deixar as suas considerações finais:
Márcio: Eu mando um grande abraço para a galera de Itaúna, e informo que estou às ordens, se quiserem me convidar para ir aí fazer uma palestra, bater um papo com os estudantes. Pepe: Então esteja convidado desde já, uai!Márcio: Estou aqui pra isso, me dedico a isso e adoro estabelecer esta ponte entre as velhas e as novas gerações, para a gente provar na prática, que "os sonhos não envelhecem"...

* Pepe Chaves é editor do jornal Via Fanzine e consultor para a Revista UFO.- Fotos: Paulo H. Ferreira / BH.

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terça-feira, maio 30, 2006

 

Saideira da comida di buteco







Ao som da bartucada de Diamantina milhares de pessoas comemoraram a grande final do comida de buteco é a Saideira, uma Festa de encerramento que reúne todos os bares participantes e os convidados em quatro dias de festa na Casa do Conde. Durante todo o dia, atrações culturais animam os convidados. E o melhor, você pode experimentar todos os pratos concorrentes.
No domingo a emoção toma conta dos convidados e dos bares.
É a hora de revelar os vencedores! Esse ano quem abocanhou o primeiro lugar foi o bar do Zezé com o prato Trupico Mineiro. Para a estudante de gastronomia Mayara Alves, 25, o resultado foi justo. "Achei uma delícia o trupico Mineiro fui duas vezes no bar do Zezé comer", diz a estudante.
Foram quatro dias de saideira e os ingressos esgotaram em todos os dias.
"Nunca vi tanta gente bonita por metro quadrado e tanta animação", comenta o engenheiro civil Wander soler.
Se você não participou ano que vem tem mais!

Conheça a história do evento

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terça-feira, maio 02, 2006

 

Espaço para Música Independente

Na sua segunda edição o projeto Música Independente reúne nomes da cena musical mineira de vários estilos. Parceria entre três entidades do poder público – a Fundação Clóvis Salgado (que abriga o Palácio das Artes, maior e mais completo complexo cultural do Estado), a Rádio Inconfidência e a Rede Minas (emissora e TV do Estado) – e uma da sociedade civil – a SIM (Sociedade Independente da Música) – a iniciativa prevê, a cada semana, um show de um determinado artista da cena independente em Minas Gerais. O artista ou grupo se apresenta sempre na segunda e na terça feira, na sala João Ceschiatti, do Palácio das Artes. Num dia, o show é gravado para um programa na rádio e, no outro, para a televisão. Uma oportunidade para o público começar a ouvir o que rola nos bastidores da Música. Entre os outros selecionados para o Música Independente, figuram nomes como o do percussionista Babilak Bah, o grupo Falcatrua, Pereira da Viola, o Quinteto Tempos, de Rufo Herrera (também maestro da Orquestra Experimental da Universidade Federal de Ouro Preto), Marku Ribas, Kristoff Silva e Sérgio Pererê (integrante do grupo Tambolelê, que está lançando seu primeiro disco solo), entre outros. Uma reserva de mercado para o interior, prevista no edital, garantiu a participação, por exemplo, do grupo Porcas Borboletas, de Uberlândia, também classificado para a etapa do projeto Conexão Telemig Celular de Música em Belo Horizonte (da qual falaremos mais adiante). A lista completa dos classificados pode ser conferida no site do Palácio das Artes.Uma das principais críticas à seleção do Música Independente aponta para o fato de a programação, no geral, ter ficado com ares um tanto tradicionalistas, Para o músico Cássio Ribeiro existem muitos talentos em Minas precisando de espaço:" Minas Gerais, hoje, fervilha com uma nova geração de instrumentistas, cantores, compositores e grupos que carecem, justamente, de mais espaço para mostrar seus trabalhos. Sem desmerecer o trabalho de gente como Pereira da Viola, Marku Ribas, Rufo Herrera e seu Quinteto Tempos, e outros, havemos de convir que eles já têm uma trajetória consolidada, alguns com 30 anos de carreira, uma contradição ao objetivo do projeto que anseia por novidades , anseio este, que motivou a criação do Música Independente."os programas estão sendo gravados, para informações sobre as gravações consulte o site http://www.palaciodasartes.com.br/

terça-feira, março 28, 2006

 

Webwrinting X Redator jornalístico

O professor Crawford Killian, da Universidade de Vancouver - Canadá, lançou o livro “wrinting for the web” ( Escrevendo para web). O livro traz dicas para quem quer redigir para web e aborda várias questões como a diferença entre webwrinting e redator jornalístico.



Para o canadense Killian é uma realidade no virtual “Uma facção de profissionais prega a quase-filosofia de que webwriting não é "simplesmente" a redação para a web, mas muito mais do que isso; outra acredita que webwriting é apenas um nome pomposo para definir a adaptação de textos para a mídia online ou, em linguagem rasteira, os conceitos básicos da boa redação jornalística". E para esquentar o debate entre os profissionais da comunicação ele ainda diz que qualquer um pode escrever para a web “O webwriter pode ser jornalista, mas também pode ser um entusiasta, um especialista em comunicação corporativa, um marqueteiro, um artista, um editor, um educador, um bibliotecário. Como a redação para a web é uma habilidade especializada, ela se divide em muitas sub-especialidades, a depender da necessidade." Debates à parte, as dicas são legais e vale a pena para quem quer ser um profissional de web dar uma conferida no livro. Aqui vão algumas dicas que ele apresenta em seu livro:
Seja sucinto e preciso:

É difícil para a vista ler durante muito tempo em um monitor de computador, e a velocidade de leitura em uma tela é em média 25% menor do que em uma página impressa.) Isso significa que tudo que você escreve precisa ser o mais resumido possível. A idéia é transmitir a mensagem da maneira mais rápida, porque não há muito tempo.
Mantenha os parágrafos e sentenças curtos.
Não leve esse conselho ao extremo e torne seu texto muito simplório, mas Killian sugere que os parágrafos na Web não deveriam ter mais que, digamos, 75 palavras de comprimento, e que as frases neles sejam curtas.
Reduza os floreios:

Em um exemplo de como produzir textos enxutos e apropriados à Web, Killian sugere que você comece escrevendo trechos de entre 150 e 200 palavras. Depois, tente reduzi-los a cerca de 55 ou 60 palavras, e a partir daí acrescente os complementos que julgar necessários.
Use verbos fortes em lugar de fracos:
Escreva "decidir", não "tomar uma decisão". Ou "usar" em lugar de "fazer uso de". Essa técnica não só apresenta sua mensagem aos leitores da Web de forma mais vigorosa como também ocupa menos espaço.
Use a voz ativa:
Usar a voz passiva ("um sério erro foi cometido" é um risco ocupacional em campos como a escrita acadêmica, ciência e tecnologia, lembra Killian. Mas se você tem uma audiência geral, ela não cabe em um site da Web. Use a voz ativa ("você cometeu um erro sério") quando escrever para a Web, para que sua redação não o faça soar como um pedante. Usar a voz ativa também tende a usar menos palavras para dizer a mesma coisa, e para os leitores da Web que tendem a dar uma olhada no texto em vez de ler com atenção, a brevidade é crucial.
Atenção no uso de metáforas elaboradas.
Se você estiver descrevendo uma metáfora para governo como "o navio do Estado" em um parágrafo, e mais tarde no mesmo texto quiser ampliar a metáfora e chamar o Legislativo de "sala das máquinas", pode ser que a técnica funcione na mídia impressa, mas online não é assim. Os leitores podem pular de um ponto a outro de seu conteúdo, e "entrar" em um artigo pela metade. Se lerem apenas a parte final dessa metáfora, ficarão confusos.
Escreva e edite tendo em mente leitores internacionais:
Quando escrever para um site na Web, lembre-se de que pode ter uma audiência internacional. Os leitores dos Estados Unidos podem entender o que "fender bender" quer dizer (um congestionamento monstro), mas pessoas de outros países ficarão perplexas. Pense antes de empregar palavras ou frases características, sugere Killian.
Imprima o texto para corrigi-lo:
Uma vez mais voltando à realidade irrefutável de que é mais fácil ler em papel do que no computador, Killian implora aos editores da Web que imprimam todos os textos para uma revisão final , leia em voz alta seu texto para a Web -outra técnica para descobrir frases que soam mal e que você poderia perder se tentasse corrigir suas provas diretamente na tela.


 

Será que vai dar pizza?

O prazo para a apresentação do Relatório final da CPI dos correios foi adiada a pedido do presidente da comissão, o senador Delcídio Amaral (PT/MS).
De acordo com o senado não houve tempo para finalizar as análises de todos os documentos e a prestação de contas de todos os sub-relatores.
A comissão tem prazo máximo até 10 de abril para apresentar o relatório final.
Leia Mais....
A crise começou nos correios
"O homem de 3 mil reais" . Esse foi um dos titulos das matérias que circulavam em todos os jornais do Brasil No dia 16 de maio de 2005: Sob suapeita de corrupção o diretor dos Correios é afastado. O então ministro das Comunicações, Eunício Oliveira (em julho, substituído por Hélio Costa), anunciou o "imediato afastamento" do chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho, e "abertura de inquérito administrativo com vistas à sua demissão a bem do serviço público". Marinho estava envolvido em um esquema de corrupção nos Correios.
Através de um vídeo, de cerca de 1h50 de duração, é registrado Maurício Marinho embolsando R$ 3 mil, video exibido várias vezes nos meios de comunicação. O esquema de propina nos Correios envolveria Marinho, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o seu então presidente, deputado Roberto Jefferson. O ministro Eunício solicitou ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, imediata abertura de inquérito para apurar todas as denúncias contidas na reportagem. Ao ministro da Controladoria Geral da União, Waldir Pires, Eunício solicitou investigação de todos os indícios de corrupção contidos na gravação e afirmou que "o ministério seguirá rigorosamente os preceitos do governo federal e que não tolerará qualquer ato de corrupção nas empresas e órgãos a ele subordinados". o ministro Thomaz Bastos pediu abertura de Inquérito à Polícia Federal e, no dia seguinte, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) criou uma comissão de sindicância para apurar a acusação.
A executiva nacional do PTB rebateu as acusações : "Não há, nem nunca existiu, qualquer esquema de corrupção envolvendo o partido". e ainda afirmou que Jefferson era honesto: “Temos convicção da honestidade e da correção que sempre pautaram as ações de Roberto Jefferson e acreditamos que, fiéis à verdade, manteremos íntegro nosso partido."
A prensa da imprensa!
A “Veja” aguçou a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O senador Álvaro Dias (PSDB/PR) pediu a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista, alegando que o governo estaria sendo conivente com a corrupção, já que o PT, partido do presidente, se opôs à instalação da CPI. A base do governo no senado foi contra .
Para compor a CPI mista, são necessárias as assinaturas de 27 senadores e 171 deputados. Em apenas um dia, os números foram superados, tanto no Senado como na Câmara, incluindo a assinatura de Roberto Jefferson (que afirmou que a CPI era "uma luta de interesses contrariados de empresários" e que não via envolvimento do governo no episódio): 176 deputados - cinco a mais que o mínimo - e 39 de Senadores - folga de 12 signatários.
Mesmo com toda a força contra feita pelo governo , no dia 18 de maio a CPI foi protocolada com 222 deputados e 44 senadores da oposição e da base aliada.
Como diz Chico Buarque O que será? que será?



terça-feira, março 07, 2006

 

Como Montar um site se eu não sou programador?

Muitas pessoas têm vontade de ter um site e não sabem como montar. Aqui vamos dar algumas dicas de como você deve proceder para ter um .
As páginas que você encontra na Internet, na maioria das vezes, são criadas usando a linguagem html, é a mais recomendada para quem está começando. Hoje já é possível editar páginas sem o conhecimento da linguagem html, já que muitos programas geram o código para você.
O primeiro passo, antes de você ter umas páginas na Internet , é esboçar nas páginas de um caderno suas idéias. Anote tudo e faça um layout da página, em seguida você precisará de um editor , isto é, programas de montagem de sites.
Há vários editores gratuitos na Internet, que oferecem uma linguagem fácil.
Definido o editor você pode começar a trabalhar suas páginas , faça no Word mesmo.
Se você estiver com dificuldades ou sem idéias para começar a montar o seu próprio site, clique aqui para ver alguns modelos de páginas que você poderá usar, tanto na construção do seu site, para treinar um pouco de HTML.
Depois de estruturada sua página você deve comprar e registrar um domínio, o domínio é o nome do seu site, isso se faz através de outros sites que funcionam como cartórios da Internet um deles é o http://www.registro.com.br/ todos os dias milhares de domínios são ativados.
Feito isso você pode hospedar seu site por um ano e se quiser continuar no ar é só renovar o registro. Tendo o espaço para seu site em um servidor, você precisa enviar os arquivos de seu computador para ele. Muitos servidores possuem um gerenciador, em outros será necessário usar um programa de cliente FTP. Alguns programas, como o Microsoft FrontPage, possuem uma opção que envia os arquivos para o servidor.
Agora que está tudo dominado, vá em frente, abaixo tem alguns links que podem te ajudar a montar um site, então boa sorte!

CNET Builder.com - Notícias e informações sobre Web design e programação.
Crie seu Web site - Web Design, programação na Web e divulgação.
Freeware - Programação, Web design e serviços grátis. Site brasileiro.
TI Master - Alguns cursos e matérias gratuitas. Site brasileiro.
Web Review - Muitas notícias e informações sobre Web design e programação.
WebMasters - Informações, dicas, aplicativos para download, fóruns, etc.
WebMasters OnLine - Site nacional sobre Web design e programação.
Web World - Webmarketing, programação e negócios na Internet. Site brasileiro.
Tutoriais e apostilas:
Central de Apostilas - Apostilas sobre desenvolvimento em Web. Site brasileiro.
iBest.Masters - Site nacional com tutoriais sobre Web design e programação.
InterWeb - Tutoriais para Web designers e profissionais da internet. Site brasileiro.
Lemon - Site brasileiro com diversos tutoriais para download.
Tutoriais.com.br - Apostilas e tutoriais para download. Site brasileiro.


terça-feira, fevereiro 14, 2006

 

Rede de Contradições


Muitas pessoas buscam na Internet o seu par, sua "alma gêmea", um romance, sexo fácil ou a realização de fetiches sexuais ou apenas alguém para conversar.
A Internet possibilita que pessoas distantes, ou mesmo próximas, possam se comunicar , se encontrar, namorar e até casar - mas promove também desencontros. Muitas pessoas se envolvem virtualmente esquecendo-se da vida real, e com isso passam dias e noites real(mente) sozinhos diante de um computador. Então, é bom se antenar , a net é legal, mas o contato também faz parte. Então fique ligado para não na solidão!
Foto

 

Para quem gosta de cachoeira


Para quem curte ficar quietinho no carnaval, uma boa opção é ir para Tabuleiro, no munícipio de conceição do Mato Dentro/MG.
Lá o turista encontra muito verde, uma gente simples e hospitaleira, belíssimas cachoeiras, rios de águas cristalinas e a maior atração do local, a cachoeira do Tabuleiro com 240 metros de queda .
Mas não se esqueça: Nao jogue lixo e nem polua as águas, a natureza agradece!
Então, Boa Viagem!

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